"O futuro não é tão imprevisível como nós gostamos de imaginar. Nem temos tantas possibilidades quanto nos fazem crer. As promessas são sempre de dias mais intensos. Mas o tempo destrói a visão ingênua. Ele nos faz sentar no mesmo banco da praça e prever o futuro. E, com raras e honrosas exceções, ele nos faz céticos o suficiente para não errar."
meu mundo de palavras emudeceu. está tudo impresso em sorrisos, ou então já foi escrito: na cor das manhãs, nos gemidos, nas lágrimas, no corpo, no gozo.
o homem nos meus sonhos fala dos seus silêncios faz escutar seus lamentos conta pra mim das conquistas e pede que eu ouça seus encantos
o homem dos meus sonhos ainda que depois do exorcismo enche minha noite com seus braços faz fechar os meus olhos sonsos e eu canto pra ele acordar sorrindo
eu não escolho a métrica nem o ritmo eu não faço as rimas quando o nunca vira agora quando a poesia some no verso quando eu me perco no resto eu saio por aí procurando com o telescópio um elefante pra me levar
um dos grandes benefícios que a passagem do tempo nos traz é o entendimento da nossa própria essência. eu sou uma contadora de histórias. e o que me faz aquilo que sou foi muitas vezes a armadilha que me roubou horas, dias, meses ou até anos.
ser uma contadora de histórias significa ter a imaginação tão intensa quanto a percepção. ter uma vocação pra juntar peças, palavras, atos, acontecimentos, ou qualquer coisa, em elaborados enredos que desafiam até os desejos mais íntimos. é poder viver muito além do que o mundo apresenta. é poder acrescentar, expandir ou recriar a realidade. e tudo isso pode render maravilhosas aventuras, curiosas histórias e romances arrebatadores, mas tem também o poder de ofuscar a clareza dos fatos e nos levar por caminhos de grande turbulência.
o tempo ensina, para aqueles dispostos a aprender, formas de manter a sanidade sem perder a criatividade, de distinguir de forma mais eficiente o que vem do outro e o que está apenas dentro da sua imaginação. essa linha divisória, muitas vezes embaçada por nossa visão particular, é essencial para nos manter em contato com o exterior. pois, ainda que tudo pareça mais interessante dentro da nossa versão do universo, tentar impô-la aos outros pode ser exaustivo e destruidor.
para me proteger dessa tentação, criei uma regra simples: tudo é uma invenção minha, até que se prove ao contrário. a princípio, todos os meus amigos são imaginários. todos os meus amores são platônicos. todas as minhas viagens são pela terra do nunca. o que não for assim, vai se provar diferente. porque aquilo que não é fruto da minha imaginação, tem vontade própria e, cedo ou tarde, me surpreende.
e não há nada como se admirar com a realidade e descobrir-se, ao acaso, realmente mais feliz que o imaginado.
Morreu aquele para quem o amor não morre jamais: Ángel González
INMORTALIDAD DE LA NADA Todo lo consumado en el amor no será nunca gesta
de gusanos. Los despojos del mar roen apenas los ojos que jamás
—porque te vieron—, jamás se comerá la tierra al fin del todo.
Yo he devorado tú me has devorado en un único incendio.
Abandona cuidados: lo que ha ardido ya nada tiene que temer del
tiempo.
TODO AMOR ES EFÍMERO Ninguna era tan bella como tú durante aquel
fugaz momento en que te amaba:
mi vida entera.
Let me not to the marriage of true minds Admit impediments, love is not love Which alters when it alteration finds, Or bends with the remover to remove.
O no, it is an ever-fixed mark That looks on tempests and is never shaken; It is the star to every wand'ring bark, Whose worth's unknown, although his height be taken.
Love's not Time's fool, though rosy lips and cheeks Within his bending sickle's compass come, Love alters not with his brief hours and weeks, But bears it out even to the edge of doom:
If this be error and upon me proved, I never writ, nor no man ever loved. Escrito por Alice às 00h49
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Diamonds and Rust Lyrics
Words and Music by Joan Baez
I'll be damned Here comes your ghost again But that's not unusual It's just that the moon is full And you decided to call And here I sit Hand on the telephone Hearing a voice I'd known A couple of light years ago Heading straight for a fall
As I remember your eyes Were bluer than robin's eggs My poetry was lousy you said Where are you calling from? A booth in the midwest Ten years ago I bought you some cufflinks You brought me something We both know what memories can bring They bring diamonds and rust
Well you burst on the scene Already a legend The unwashed phenomenon The original vagabond You strayed into my arms And there you stayed Temporarily lost at sea The Madonna was yours for free Yes the girl on the half-shell Would keep you unharmed
Now I see you standing With brown leaves falling around And snow in your hair Now you're smiling out the window Of that crummy hotel Over Washington Square Our breath comes out white clouds Mingles and hangs in the air Speaking strictly for me We both could have died then and there
Now you're telling me You're not nostalgic Then give me another word for it You who are so good with words And at keeping things vague Because I need some of that vagueness now It's all come back too clearly Yes I loved you dearly And if you're offering me diamonds and rust I've already paid