nessa história

há sempre um banco vazio,

há janelas fechadas

há olhos demais,

para pouca alma.


publique o anúncio:

procuram-se atos,

não palavras.

 


 Escrito por Alice às 21h32
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viveros6.jpg

 

If you dare to call it love

the man that I loved

gave my books to other women

drew their names in my windows

and made me believe they were better

sometimes, 
the feeling of his absence
fill my day with a strange joy

most of the time,
I think about that self illusion, 
and I can leave him there
somewhere over my world
where he has ever belonged

In some rare and sharp moments,
I swear I can forget he was here once.

 


 Escrito por Alice às 19h05
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"O futuro não é tão imprevisível como nós gostamos de imaginar. Nem temos tantas possibilidades quanto nos fazem crer. As promessas são sempre de dias mais intensos. Mas o tempo destrói a visão ingênua. Ele nos faz sentar no mesmo banco da praça e prever o futuro. E, com raras e honrosas exceções, ele nos faz céticos o suficiente para não errar."


 Escrito por Alice às 18h28
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história de amor

 

acho que

te amo

 

te amo 

pra sempre 

 

te amo

quase sempre

 

às vezes

eu te amo

 

te amei

enquanto pude

 


 Escrito por Alice às 02h13
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memória

meu mundo de palavras emudeceu.
está tudo impresso em sorrisos,
ou então já foi escrito:
na cor das manhãs,
nos gemidos,
nas lágrimas,
no corpo,
no gozo.


 Escrito por Alice às 18h06
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tudo em mim

tem algo que é teu

ou foi.

quando te espero,

te encontro,

te perco,

ou de novo te acho.

tudo em ti

tem algo que é meu

ou será.

só o tempo dirá.


 Escrito por Alice às 04h02
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o homem nos meus sonhos
fala dos seus silêncios
faz escutar seus lamentos
conta pra mim das conquistas
e pede que eu ouça seus encantos

o homem dos meus sonhos
ainda que depois do exorcismo
enche minha noite com seus braços
faz fechar os meus olhos sonsos
e eu canto pra ele acordar sorrindo


 Escrito por Alice às 22h59
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o elefante que me leva

foto por http://www.elenakalisphoto.com



eu não escolho a métrica
nem o ritmo
eu não faço as rimas
quando o nunca vira agora
quando a poesia some no verso
quando eu me perco no resto
eu saio por aí
procurando com o telescópio
um elefante pra me levar


 Escrito por Alice às 22h13
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Fallen

 


 

na vida,
esse salto mortal,
com dias que nos separam do chão, 

feliz é quem tem um balão.

 


 Escrito por Alice às 10h20
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sobre o real e o imaginário

um dos grandes benefícios que a passagem do tempo nos traz é o entendimento da nossa própria essência. eu sou uma contadora de histórias. e o que me faz aquilo que sou foi muitas vezes a armadilha que me roubou horas, dias, meses ou até anos.

ser uma contadora de histórias significa ter a imaginação tão intensa quanto a percepção. ter uma vocação pra juntar peças, palavras, atos, acontecimentos, ou qualquer coisa, em elaborados enredos que desafiam até os desejos mais íntimos. é poder viver muito além do que o mundo apresenta. é poder acrescentar, expandir ou recriar a realidade. e tudo isso pode render maravilhosas aventuras, curiosas histórias e romances arrebatadores, mas tem também o poder de ofuscar a clareza dos fatos e nos levar por caminhos de grande turbulência.


o tempo ensina, para aqueles dispostos a aprender, formas de manter a sanidade sem perder a criatividade, de distinguir de forma mais eficiente o que vem do outro e o que está apenas dentro da sua imaginação. essa linha divisória, muitas vezes embaçada por nossa visão particular, é essencial para nos manter em contato com o exterior. pois, ainda que tudo pareça mais interessante dentro da nossa versão do universo, tentar impô-la aos outros pode ser exaustivo e destruidor.


para me proteger dessa tentação, criei uma regra simples: tudo é uma invenção minha, até que se prove ao contrário. a princípio, todos os meus amigos são imaginários. todos os meus amores são platônicos. todas as minhas viagens são pela terra do nunca. o que não for assim, vai se provar diferente. porque aquilo que não é fruto da minha imaginação, tem vontade própria e, cedo ou tarde, me surpreende. 


e não há nada como se admirar com a realidade e descobrir-se, ao acaso, realmente mais feliz que o imaginado.

 


 Escrito por Alice às 01h26
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dawn passion by algo.

 

"may I explain it to you:
things change
and friends leave.
life doesn’t stop for anyone.

death, dandelion, 
it is just the wind."


 Escrito por Alice às 23h19
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e eu ainda fico com as pontas dos dedos dormentes...


 Escrito por Alice às 11h22
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Morreu aquele para quem o amor não morre jamais: Ángel González

INMORTALIDAD DE LA NADA
Todo lo consumado en el amor
no será nunca gesta de gusanos.
Los despojos del mar roen apenas
los ojos que jamás
—porque te vieron—,
jamás
se comerá la tierra al fin del todo.

Yo he devorado tú
me has devorado
en un único incendio.

Abandona cuidados:
lo que ha ardido
ya nada tiene que temer del tiempo.


TODO AMOR ES EFÍMERO
Ninguna era tan bella como tú
durante aquel fugaz momento en que te amaba:
                                            mi vida entera.


 Escrito por Alice às 21h17
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Soneto 116 de William Shakespeare

Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments, love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove.

O no, it is an ever-fixed mark
That looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wand'ring bark,
Whose worth's unknown, although his height be taken.

Love's not Time's fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle's compass come,
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom:

If this be error and upon me proved,
I never writ, nor no man ever loved.
 Escrito por Alice às 00h49
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Diamonds and Rust Lyrics

Words and Music by Joan Baez


I'll be damned
Here comes your ghost again
But that's not unusual
It's just that the moon is full
And you decided to call
And here I sit
Hand on the telephone
Hearing a voice I'd known
A couple of light years ago
Heading straight for a fall

As I remember your eyes
Were bluer than robin's eggs
My poetry was lousy you said
Where are you calling from?
A booth in the midwest
Ten years ago
I bought you some cufflinks
You brought me something
We both know what memories can bring
They bring diamonds and rust

Well you burst on the scene
Already a legend
The unwashed phenomenon
The original vagabond
You strayed into my arms
And there you stayed
Temporarily lost at sea
The Madonna was yours for free
Yes the girl on the half-shell
Would keep you unharmed

Now I see you standing
With brown leaves falling around
And snow in your hair
Now you're smiling out the window
Of that crummy hotel
Over Washington Square
Our breath comes out white clouds
Mingles and hangs in the air
Speaking strictly for me
We both could have died then and there

Now you're telling me
You're not nostalgic
Then give me another word for it
You who are so good with words
And at keeping things vague
Because I need some of that vagueness now
It's all come back too clearly
Yes I loved you dearly
And if you're offering me diamonds and rust
I've already paid


 Escrito por Alice às 11h58
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